quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014


FOME

 
Essa fome que me mata
 
Não tem nome nem vez
 
É cega, doce, moleca
 
Às vezes colérica, idiota
 
É uma fome louca, de você
 
De mim, de nós dois
 
E de tudo que nos seca!
 
É uma fome, nada simplesmente
 
É uma fome de tudo que é você!
 
Indecente, cheia de garras
 
que me riscam a pele, a alma...
 
Tomada de ataduras que me prendem
 
A você!
 
 

 


 
 
 
 
 
VOCÊ!


Você que enfeita meus sonhos,
que alimenta meu corpo de prazer,
que corre em minhas veias
qual vício infindável e sem cura.
Você, razão do meu viver,
senhor dos meus sentimentos
que tatua minha pele em digitais
impregnando-a com o furor da paixão
e a suavidade do amor.
Você, que invade minh'alma
com juras eternas sussurradas.
Você, a quem entrego meu coração
nas horas lentas das madrugadas!
 

 

Tua Fantasia


Deixa que eu seja tua fantasia
Aquela que aos poucos te extasia
E no calor do teu corpo possa habitar
Tomando-o como meu lar

Permita-me acariciá-lo até a morte
Nos meus lábios senti-lo de sul a norte
E descobrir ser tua pele, vinho a degustar

Flutua teus sonhos de céu azul claro
E como a nuvem num momento raro
Sublimo teu corpo e irei te abraçar

Aqueça o frio do meu corpo que gela
Pousa em minh’alma a flor alva e bela
Sacia os anseios e quimeras ao ideal

Ama-me lentamente...
Traga em teu corpo as letras do amor
Deixa-as beijar a doce e solitária flor

A musa ressurgirá em pétalas
Tão bela aos soluços da lua
E próxima a ser tua lura
 
 
 
 



 
 
 
 
 
 
 
 
 


Refém de um amor


Tento  me enganar dizendo que não te amo
digo ao meu coração que não te quero
e que finalmente te esqueci
Eu me defendo de você
E tento ser indiferente
 mas ainda te sinto aqui em meu peito...
Tento negar este amor que me entorpece
Que me tira o sono e que  faz  de mim refém
Tento acreditar que tudo passou
Que nada mais restou

Então me diz...
 Diz que ainda sente saudades
Que vive pensando em mim
Diz que estou além dos teus sonhos
E que estou viva em teu coração