quinta-feira, 21 de novembro de 2013

 
 
 
Amor Selvagem

Ah! esse amor selvagem
que sinto por ti,querido
que me deixa esfomeada
apressada,por estar em teus
braços, apertadinha contra
seu corpo nu...
me contorcendo toda...
me esfregando em você,
como uma gata manhosa
dengosa...fogosa...
ouvir nossos gemidos de prazer
de nossos desejos mais loucos
sendo realizados...
aqui neste quarto...
onde rolamos pelo chão...dançamos
enfim fazemos amor ...
amor selvagem...voraz...
bem gostosinho!

 
SOU...
 
 
 
 
Sou aquela a quem
você se lembra na hora
do choro,
aquela que te ampara
e te acolhe!
 
Sou aquela que náo
vê mentiras,
aceita suas verdades...
Sou quem te procura,
mesmo nas ausências
sentidas e doídas!
 
Sou quem nas noites
frias chora por um calor,
sente a dor...
Sou quem no espelho
procuro me conhecer,
mesmo sem saber
o que ver!
 
Sou na vida quem
procura e quer saber...
Sou  aquela que por amor
se fechou e se trancou!
sim,sou eu ...
aquela que te
amou!
 
RECEITA DE FELICIDADE


Permita-se ser doida alguma vez:
faça aquilo que nunca fez!
Pinte-se com cores de alegria
e viva a sua fantasia.
Cante ao mundo a felicidade,
encante-se com sua cidade,
encontre um amor de verdade!
Jogue a chave pela janela
 pro alguém que espera por ela.
Mire-se num grande espelho,
 veja-se deslumbrante
e, mesmo que por instante,
 ame-se como um amante!
Depois de toda a doideira,
você estará inteira
e muito mais confiante
para seguir adiante!
Pessoas muito certinhas
são também muito sozinhas.
Junte-se à maioria,
seja doida por um dia,
e terá mais alegria.

UM TEMPO PRA VIVER

Às vezes a gente precisa de um tempo,
um tempo pra pensar, pra entender,
pra meditar, pra esquecer.

Às vezes a gente precisa de um tempo pra viver
afastados de tudo que possa nos lembrar
que a vida tem que continuar.
Às vezes a gente precisa de um tempo pra se questionar,
se recuperar, se reencontrar.
Às vezes a gente precisa de um tempo
longe de qualquer movimento,
distante de qualquer pessoa,
tanto das más quanto das boas
para se dedicar a nossa reconstrução.
Às vezes a gente precisa de um tempo
pra cuidar do nosso coração.
Às vezes a gente precisa de um tempo pra se achar
e pra isso é preciso se afastar
porque qualquer som pode nos perturbar.
Às vezes a gente precisa usufruir
de um silêncio total e devastador
em nome do mais puro amor,
o amor que sentimos por nós.
É, às vezes precisamos ficar a sós,
como um feto que vai se desenvolver
a espera do dia de nascer.
Ponto G




Estamos envelhecendo, estamos envelhecendo, estamos envelhecendo, só ouço isto. No táxi, no trânsito, no banco, só me chamam de senhora. E as amigas falam “estamos envelhecendo”, como quem diz “estamos apodrecendo”. Não estou achando envelhecer esse horror todo. Até agora. Mas a pressão é grande. Então, outro dia, divertidamente, fiz uma analogia.

O queijo Gorgonzola é um queijo que a maioria das pessoas que eu conheço gosta. Gosta na salada, no pão, com vinho tinto, vinho branco, é um queijo delicioso, de sabor e aroma peculiares, uma invenção italiana, tem status de iguaria com seu sabor sofisticadíssimo, incomparável, vende aos quilos nos supermercados do Leblon, é caro e é podre. É um queijo contaminado por fungos, só fica bom depois que mofa. É um queijo podre de chique. Para ficar gostoso tem que estar no ponto certo da deterioração da matéria. O que me possibilita afirmar que não é pelo fato de estar envelhecendo ou apodrecendo ou mofando que devo ser desvalorizada.

Saibam: vou envelhecer até o ponto certo, como o Gorgonzola. Se Deus quiser, morrerei no ponto G da deterioração da matéria. Estou me tornando uma iguaria. Com vinho tinto sou deliciosa. Aos 50 sou uma mulher para paladares sofisticados. Não sou mais um queijo Minas Frescal, não sou mais uma Ricota, não sou um queijo amarelo qualquer para um lanche sem compromisso. Não sou para qualquer um, nem para qualquer um dou bola, agora tenho status, sou um queijo Gorgonzola.