FOME
Essa fome que me mata
Não tem nome nem vez
É cega, doce, moleca
Às vezes colérica, idiota
É uma fome louca, de você
De mim, de nós dois
E de tudo que nos seca!
É uma fome, nada
simplesmente
É uma fome de tudo que é
você!
Indecente, cheia de garras
que me riscam a pele, a
alma...
Tomada de ataduras que me
prendem
A você!
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