quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014


FOME

 
Essa fome que me mata
 
Não tem nome nem vez
 
É cega, doce, moleca
 
Às vezes colérica, idiota
 
É uma fome louca, de você
 
De mim, de nós dois
 
E de tudo que nos seca!
 
É uma fome, nada simplesmente
 
É uma fome de tudo que é você!
 
Indecente, cheia de garras
 
que me riscam a pele, a alma...
 
Tomada de ataduras que me prendem
 
A você!

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