quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Primaveras infindas

 
 
  Minha sagrada devoção por ti é assim...
Criou asas e voou
Para além do infinito!
***
Minha paixão por ti é assim:
Voa nas asas da poesia
Preenche as páginas em branco.
Do meu caderno de anotações
E vai morrer na última página...
De um livro ainda não publicado
***
Meu amor por ti é assim!
 Nasceu e morreu, em um prólogo!
Para depois reviver, em um epílogo!
De livro ainda inédito.
***
Minha devoção por ti é assim:
Explode em primaveras infindas
Em uma charneca em flor
Em dias felizes de sol
E se inebria nas noites outonais!
Sem fim...
***
Meu improvável amor por ti...
É assim...
Ganhas as ruas
 Vira as esquinas...
Vai se perder
Não se sabe bem onde.
Perdesse de vista por fim
***
Meu amor por ti é assim
Explode dentro de mim.
Em mil palavras...
E às vezes sai mundo afora...
Escore pelas minhas mãos
Em negras linhas
 Para conspurcar minhas folhas em brancas.
***
Meu amor por ti é assim
 Casualmente ganha vida
No mundo virtual!
***
Meu amor por ti ficou assim
Perdido em éclogas
Dos Rapsodos...
Em uns idílios
Em cânticos sagrados
Dos Aedos...
***
Minha sagrada veneração por ti ficou assim
Preso no passado clássico
Em tempos longínquos...
Em meio a Áres e a Nerfetiti
Entre sonhos e ilusões
Perdidos em um tempo esquecido
***
Meus sentimentos por ti é bem assim...
Saiu de casa
Ganhou as ruas!
Virou as esquinas
E foi se perder no infinito
Em meio a balburdia
***
O meu amor por ti
Criou asas
Ganhou os céus
E foi se perder entre as estrelas.
Por Samuel da Costa

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