AMOR VIRTUAL
Longe de mim essa história de amor virtual,
eu quero mesmo é ter um amor real...
Quero um cafuné... um beijo na boca, desses que
tiram o fôlego e nos fazem ver, mesmo na plena luz do dia,
um céu cheinho de estrelas...
e, sem que haja explicação, ouvir sininhos tocando
que a gente nem sabe de onde vêm...
Quero olhar nos olhos do meu amado, para
saber se estão incendiados, faiscando
labaredas, me contando se têm paixão...
Quero me fazer bonita e encontrar no
seu olhar aquela pontinha de admiração...
Por isso, quando você me veio através
de um e-mail, eu disse não... de jeito nenhum!
Não quero amor assim tão distante, sem
beijos e afagos, sem aquela coisa de namorado,
do andar juntinho, dos toques e carinhos,
do viver agarradinho...
Mas você foi insistente... foi quebrando um por
um, todos os elos da corrente que
segurava a minha decisão!...
E, de repente, quando menos esperava,
me vi assim apaixonada, tão desconcentrada,
já perdendo a razão...
Que coisa louca é essa, digo eu para os
meu botões... como pode-se amar apenas
pelo sentido da intuição, apenas por
sonhar e voar nas asas da imaginação?
Não... não quero esse amor virtual...
Mas quando encontro você na tela do meu computador,
fico meio abobalhada, totalmente atordoada,
completamente descompassada....
E fico também paralisada, e se sei
que não virei estátua, é por causa da tremeção...
Você continua insistinto... eu continuo dizendo não!
Mas confesso que tenho medo...
devo estar perdendo a sensatez...
acho mesmo que ando em perigo,
pois até já cheguei a pensar em um talvez...
Acho que preciso de um milagre urgente,
de rezas muito potentes, prá me afastar desse mal...
prá conseguir fugir... desse tal
de amor virtual!
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